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Só para avisar que voltamos

e com conteúdo fresquinho.

 

http://www.cestunmirage.com

Nota

Pessoal, estamos colocando em prática vários projetos novos para o blog, por essa razão a diminuição no ritmo de posts, afinal, estamos meio que em reforma. Mas, logo já voltaremos ao ritmo normal e claro, com muitas novidades. Enquanto isso olhem nossos arquivos desde o começo, tem muito post interessante.

Siga agente no twitter: @dansatou, @domedaily e @esteleide, que agora faz parte da nossa equipe.

Fotos:  www.flickr.com/dansatou

bydan.

Killing the Dance goes to: La Fiesta Mexicana, Clube Glória

Photos by: C’est un Mirage

More? www.flickr.com/dansatou

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Minimalismo na Moda

Minimalismo se refere a movimentos culturais e artísticos, como a pintura, que procurava uma redução de cores na sua composição e a busca por formas simples, geométricas. A escultura partia do mesmo conceito, o simples sendo trabalhado e até a repetição de elementos na composição. Tudo isso se liga com a expressão ‘menos é mais’, sempre utilizada na moda e claro, por nós, principalmente em alguns momentos na hora de se vestir, ou sempre, dependendo da pessoa. E parando para pensar, essa expressão descreve bem os movimentos artísticos do minimalismo, termo usado sempre, até mesmo por sites na hora de descrever o ponto de partida do estilista na elaboração do Desfile. Coco Chanel, ícone da moda que promoveu uma mudança no modo de se vestir das mulheres de sua época, foi uma Estilista que partiu bem desse conceito para ter suas idéias, tornando famosas peças elegantes e sóbrias conhecidas até hoje e pontos de referência.

( Coco Chanel )

( Audrey Hepburn no filme Breakfast at Tiffany’s: Vestido com o conceito Chanel )

O minimalismo na moda é caracterizado, além da busca pela elegância e pelo clean, pela alfaiataria, cartela de cores reduzida (lembram do inicio do post?) e claro, pela tecnologia. Porém, tem um elemento que vive presente no design desse movimento (decoração de interiores, por exemplo) e nas passarelas: a geometria. Como detalhe ou como o todo de um look, ela cada vez mais é usada, como as ombreiras ousadas que são tendências que voltaram com tudo nesses últimos tempos e foram vistas nas passarelas de grifes como Balmain.

( Chanel por Karl Lagerfeld: Minimalismo na composição e detalhes geometricos, em mais evidência no vestido da segunda foto )

( Yves Saint Laurent por Stefano Pilati: Clean e alfaiataria impecável )

( Balenciaga por Nicolas Ghesquière: A tecnologia no look chic e clean )

Dica para se vestir dentro desse conceito? Apostar em peças boas e sóbrias visualmente falando, com um corte diferente, ousado. Para a noite, procure vestidos com cores reduzidas e busque detalhes ricos neles, lembrando que esses detalhes também podem ser um sapato ou bolsa, que de uma forma ou de outra case com o que você está vestindo. Lembrando que não necessariamente combinar cores.

Espero que com esse ‘resumo’ tenha conseguido de modo objetivo falar da história do ‘menos é mais’ e das inovações ao longo do tempo. Afinal, a moda sempre aprimora e nos apresenta diversas possibilidades dentro dos nossos gostos pessoais. E estar ‘básico’ pode representar muito mais do que o sentido literário, dentro de um leque de opções você pode estar clean e chamar a atenção por onde passar, ao mesmo momento.

bydan.

Givenchy, Haute Couture 2010

Dessa vez, a apresentação da coleção Givenchy por Riccardo Tisci foi pequena e com poucos looks, porém todos elaborados de uma forma bem minuciosa. Tisci tem uma visão pessoal sobre o trabalho com cortes e tecidos e a cada Desfile apresenta esse seu modo de elaborar e ornamentar sob peças todo um trabalho e riqueza de detalhes, como no caso, vestidos que terminavam em cascatas de penas de avestruz em dégradé e outro que terminava com franjas. Na coleção passada de Alta Costura, o estilista também fez algumas peças com base em penas de avestruz. A cartela de cores foi basicamente branca e ouro. Frida Kahlo e seu método de trabalho e temas que gostava de abordar foram inspirações, idem a anatomia humana, como o esqueleto servindo de base para a criação das peças, como a própria estrutura do vestido, que aliás, levavam na sua composição lantejoulas de ouro, pedras e pérolas.

bydan.

Christian Dior, Haute Couture 2010

E para começar nossos posts sobre os Desfiles de Alta Costura, que começaram hoje, Christian Dior por John Galliano. Mais uma vez um excelente trabalho sob peças pensadas detalhadamente e elaboradas dentro do tema da coleção, que alias, foram nas flores a fonte de inspiração de John. O cenário já indicava isso, então quando as modelos entraram na passarela com chapéus que pareciam plásticos seguidos de penteados que no conjunto simulavam arranjos florais, temos essa certeza. Para o desenvolvimento da coleção, o estilista fez uma série de estudos, como a observação de mudança de luz em uma tulipa. Logo, o resultado foi uma cartela de cores colorida e a presença do dégradé. Com tanta inspiração, todos os vestidos apresentados lembram uma flor de um modo ou de outro, tanto por sua composição e arranjos, como por suas cores vibrantes. A proposta de Galliano, obviamente. Para o final, vestidos de noite com sobrepostos que ficamos realmente curiosos para acompanhar a produção de perto.

bydan.

Semana de Moda Menswear de Milão #2

E aqui vai a segunda parte do nosso review.

Etro

Parece que a pegada étnica veio mesmo para ficar nos guarda roupas, pelo menos na próxima temporada. A Etro traz transparências, rendas e estampas arabes nas mais variada paleta de cores, do preto ao branco, mas com predominância das cores quentes para a primavera. Os spotlights do desfile ficam por conta dos tecidos, extremamente leves, mostravam uma verdadeira coleção para climas mais quentes, e por conta das calças, que quando não vinha em tecidos sinteticos, vinham na seda ou na lã pura e quando não estampadas, em tons sóbrios.

Gianfranco Ferré

Coleção de paleta sóbria, de modelagen solta, chinelinhos e cara de pijama. Tirando alguns pontos altos, como os chapéus, camisas kimono e os sobretudos sem botão, nem zíperes, que são amarrados apenas com um cinto, uma coleção regular.

Giorgio Armani

Coleção bem masculina, indo totalmente contra o que vimos na Emporio Armani. O que realmente surpreende são as variadas revisitações de ternos, com detalhes na lapela, com ela larga e sem ela, diferentes posicionamento de botões, ou as vezes apenas um, quando esse não era na verdade um zíper. Amarrotados, lisos, de lã, cetim, de nylon, mais longos ou mais curtos. Como Luigi Torre disse, essa temporada está realmente a procura do novo terno.

Gucci

 Psicodelia e muitas cores, embora o que realmente salte aos olhos são os tons sóbrios e as bonitices, como uma capa que lembra uma vibe bem desértica, os maxi cardigãs e os ternos de maior comprimento e os tricôs.

Haider Ackermann


 Embora tenha desfilado no Pitti Uomo, vou colocar Haider Ackermann e os outros desfiles juntos com a Semana de Moda de Milão. Ackermann olhou para o oriente, não apenas nas estampas, como também nas modelagens, que em alguns looks, devido ao seu jeito de amarrar o roupão e kimono, que quando não em uma seda floral vermelha, vinham lindos com camadas de tons sóbrios sobre sóbrios e as calças largas e leve, que, combinadas com as estampas florais, remetem ainda mais a inspiração samurai de Ackermann.

Iceberg

Quando ouvi falar que a coleção da Iceberg seria inspirada no Pequeno Príncipe de Exupéry, meus ânimos se exaltaram, mas se desanimran logo em seguida quando nos deparamos com uma coleção adulta, apenas com a estampa de bolinhas brancas contra o fundo azul escuro, que nos lembra do pequeno planeta, mais ou menos do tamanho de uma casa, onde vive o príncipe. Mas percebemos, ao longo dos lindos tons de azuis pastel, dos cardigãs de aparência extremamente leve, da linda alfaiataria e do jogo de branco e gelo, que a coleção é, na verdade, a disparidade entre o pensamento adulto e infantil, tão presente no livro, como no casaco de futebol bege e vermelho, logo seguido de um belo terno de alfaitaria.

Jil Sander

Por um momento quase escrevi bom de cores ao invés de Jil Sanders ao falar dessa coleção nesse post. E foi exatamente o que vimos, em contraponto as coleções passadas que foram sóbrias, vemos o nascer de uma tendência direto da passarela, e que com certeza vai dominar as ruas em breve, as cores. Jil Sander trabalha com o estrabofóbico, com os nuances e com as diferenças, mixando laranja e rosa pink no mesmo look, por exemplo, e criando um resultado invejável e acima de tudo, usável, principalmente em suas camisetas de manga comprida, estampadas com labirintos psicodélicos, suas trenchcoats lisas de apenas uma cor e suas estampas de florais, com sua cor apagada quando sozinhas e fortes quando como em um jardim que em alguns momentos se confundiam com braços cheios de tatuagens de flores lúdicas, nas camisetas.

John Varvatos

Embora escura e estruturada, principalmente nas jaquetas, John Varvatos parece ter esquecido o peso, e se distanciou um pouco da pegada rocker da marca, que só apareceu, interessantissima, nos looks all black, mais pelo styling do que pelas peças. Tirando algumas peças como o sobretudo manchado cinza e branco, a jaqueta biker marron clara, e os ternos pretos, pode ser considerada uma coleção regular e comum.

Marni

Marni trouxe o que esparavamos, minimalismo, nas sobreposições, nas estampas, na modelagen e no styling e só isso. Mas o que realmente me chamou a atenção foi o casaco to die for da temporada, um sobretudo vermelho, sem lapela e com abotoamente na bainha.

Missoni

A Missoni consegue, e sucede criando uma das coisas que eu mais admiro em um marca, sua assinatura. Com seus tricôs presentes em coletes, cardigãs, sweaters e pullovers, Angela Missoni sempre consegue nos trazer as cores, os padrões, a sensação de calor e aconchego, tudo naquela aparência bem artesanal, sem parecer antiquado ou repetitivo.

Moncler Gamme Bleu

Os ciclistas e jogadores de polo da Moncler surpreendem, pela sua estrutura, sua paleta e sua capacidade de ser chic enquanto pratica esportes. Só que alguém pode me explicar o motivo que Thom Browne, o estilista da marca, conseguiu magicamente encaixar a bandeira do Iêmen em todos os looks, coisa que eu ja vejo nos desfiles da marca a umas temporadas. Apesar dessa dúvida, Thom conseguiu, finalmente, consolidar a Moncler no segmento de vestimenta esporte luxo, casual e de qualquer outro jeito desde que esteja no meu quarda roupa. Menos as leggings com estampa de bicicleta, por favor.

Moschino

Moschino sempre consegue me alegrar. A irreverência, a diversão e acima de tudo a qualidade que a grife consegue nos passar é deliciosa. Ja consegui me esquecer da imagem, linda, de rigidez que a marca mostrou em 2009 e consigo rir com o trabalho que Shapiro traz nos blazers com patchs de símbolos como Paz e Amor e imagens do AC/DC, ao terno com todo o contorno da gola, da lapela e dos bolsos variando de cor em cor, quando não brilhante com aplicações de tachas, que também vem nas jaquetas acompanhadas de uma calça xadrez, tão grunge. Delicioso.

Neil Barret

Uma coleção que realmente chamou minha atenção, pois ao mesmo tempo em que Neil Barret apresenta uma coleção com bastante influência militar nas estruturas dos casacos, das jaquetas, nas calças e nos ombros, ele consegue quebrá-la com a delicadeza de uma blusa transparente, ou a aparente fragilidade de um conjunto camisa + calça social todo amassado e a desigualdade em suas listras tortas nas camisetas transparentes, que soam como um protesto contra a rigidez das linhas retas que não estão prontas ainda para fluir como curvas.

Apesar da demora para upar essa segunda parte ( que já estava a uns quatro dias no Rascunho, esperando a revisão ), vou upar ela nesse ponto, para evitar que o post fique muito longo, mas tento upar o mais rápido possível a terceira e definitiva parte da saga: Semana de Moda de Milão. Para então começar tudo de novo com Paris.

bygui.

(Fotos via Style.com, fashionisto.com)

Killing the Dance goes to: Vogue, Clube Glória

More photos? www.flickr.com/dansatou

bydan.

Semana de Moda Menswear de Milão #1

A semana de moda de Milão acabou na quinta com uma boa dose de itens desejáveis. Vamos a síntese:

Uma semana de extremos: de cores, sobriedade ou estampas. Alguns, como Jil Sander, injetaram uma quantidade de cores fluor na passarela, quebrando periodicamente com um look preto, com algum detalhe colorido, claro. Outros, optaram pela sobriedade do preto ou do gelo, como Emporio Armani e Daniele Alessandrini enquanto alguns reformularam sua idéia, como a Dsquared² e outros não sairam da sua zona de conforto, com algumas exceções, como John Varvatos. Vamos as análises individuais, então ?

Albino Deuxieme

Foi o segundo desfile nessa semana de moda que eu vi sandálias com meia, e espero que não vire tendência. Aliás, para que alguém usaria sandália com meia em plena primavera ? No inverno seria mais conclusivo, mas não mais aceitável. No geral, coleção clássica de menswear, abusando da lá, do algodão e dos tecidos básicos num jogo de ternos de peito duplo e modelagem clássica. A atenção volta em um terno com  tecido tecnológico com bolinhas, lindo, tirando o cavalo muito baixo, esse presente em boa parte das calças da coleção, que vieram no formato cenoura, muitas com as bainhas dobradas e em algumas peças indecifráveis, como uma jaqueta com uma calda dupla gigantesca, que se assemelha a um casaco de paraquedista e nas estampas que lembram florais europeus, que se fundem na camisa e transformam a gravata de mesmo desenho, em um jogo de estampa ilusório lindo.

Alexander Mcqueen

Coleção por Sarah Burton, antiga assistente de McQueen, que assumiu a criação após a morte do estilista. Num jogo de proporções e numa influência que eu aposto que é arábica ( pela proporção das calças e formato de algum dos sapatos ) em alguns looks e a influência dos looks de 3 peças ( calça, colete e paletó ) do começo do século XX e em um trenchcoat de nylon amassado com lapela dupla, ela conseguiu trazer o que procuramos na marca, novas modelagens, estampas e algumas releituras clássicas da linha menswear do McQueen, como as roupas manchadas, sempre em um tie dye lindo, nesse caso em uma camisa, blazers e paletós de cauda com um dêgrade do preto ao branco com uma lavagem apagada. A cor só aparece, forte em um laranja avermelhado, no look de influência arábica, com uma estampa forte, que lembra um buraco sem fim, e nos sapatos mocassim de um chumbo arroxeado. Um Bom começo, Sarah.

Bottega Venetta

O homem perdido no deserto prometido por Tom Maier chegou, carregado de tecidos com lavagens lindas e extremamente leves. Desfile com sua bonitices e suas cafonices, como diria Regina Guerreiro. Do lado das bunitices vem calças cenoura que ficam justas no tornozelo, um shortinho de couro curtíssimo marrom chumbado, a jaqueta “over-sized” de vinil, e as silhuetas marcadas como em um blazer branco de 3 botões que ganha um efeito de que estava todo amassado no guarda roupa e foi pego para utilizar e em outro com uma estampa camuflada geométrica. Agora as cafonices ficam por conta das sandálias com meia e um casaco bolero estruturado extremamente curto.

Costume National

Se depender da Costume National, teremos uma temporada monótona, com a atenção sendo voltada para os sapatos, lustrados com um brilho fosco no couro, os blazers de seda e as camisetas com transparência. Outro detalhe, ainda inconclusivo, é o real tecido de algumas calças, que se parecem com lã ou naílon estufado.

Daniele Alessandrini

Daniele nos transporta para um floresta de tons cinzas, gelos e caquis. Uma primavera solta, nas suas modelagens bem amplas, mas com cara de inverno pelo aparente peso de suas malhas e cachecóis. E o jeito certo de usar meias a mostra, um pouco acima do coturno e os detalhes que nos saltam aos olhos, como o forro interno de camuflagem dos blazers e o casaco com lavagem pesada, que lembra couro amassado.

D&G

A primavera Preppy e pragmática da D&G nos leva a um pic-nic  de xadrez, estampas florais, cadigãs de manga curta, blazers de veludo, calça podreira e Johnny Depp. Esteticamente simples, diariamente útil e economicamente viável ( para eles ).

Dolce & Gabbana

Comemorando seu vigésimo aniversário, a Dolce & Gabbana revisitou seu acervo, e trouxe de volta algumas peças do ontem, e alguns modelos também como Christian Monzon, Henrique Palacios e Tony Ward, modelo que fez a primeira campanha da marca. Agora as roupas, Domenico e Stefano trouxeram os classics em uma paleta preta e branca, como ternos bem cortados, calça extremamente largas, seguradas apenas pelos cintos, que muitas vezes eram substituidos por cordas. Muitos corpos a mostra e o balanço ideal entre casual e bechwear. Parabéns, D&G.

Dsquared²

Dan and Dean Caten, os responsáveis pela criação da marca, trocaram o excesso e a modelagem caracteristica da Dsquared² por Julian Kaye, personagem de Richard Gere em American Gigolo, que tem como resultado uma coleção esporte, com calças retas de lavagem simples, camisas que vão da seda, lisa na cor dourada e estampada em um xadrez riscado, ao jeans, fechando com ternos de peito duplo e uma jaqueta de couro amarela.

Emporio Armani

Em uma coleção com paleta escura e pegada fetichista, Giorgio nos traz muito couro, roupas rasgadas e correntes, tudo em uma vibe bem perigótica. A atenção recai sobre algumas peças, como os sobretudos de lã, sem lapela e com apenas um botão, o cardigã todo furado, os suspensórios de correntes e os macacões de couro com a bainha acima do tornozelo e a volta das leggings masculinas, que foram tendência a umas temporadas atrás e que retornaram agora as passarelas. As botas, detalhe a parte, provavelmente vão estar nos pés dos fashionistas pelo mundo assim que forem posta as vendas.

Ermenegildo Zegna

O homem elegante de Zegna retorna, mais uma vez com sua alfaiataria impecável e seu mix&match sem falhas. É impossível para o homem zegna se encontrar mal vestido em alguma situação. Blazers de um botão, malhas, polos, lenços e as calças, que quando sociais vem com cortes impecáveis e quando casuais vem com cavalo mais baixo, acompanhados de cintos compostos de finas tiras de couro. Digo e repito, impecável.

Vou parar por aqui por hoje, mas em breve vou postar a segunda e última parte com os últimos desfiles da semana.

bygui.

( fotos via fashionisto.com, coutequecoute.com, style.com )

Militarismo

Todo mundo que acompanha o mínimo da moda e suas tendências, sabe que o que vem por ai, tanto aqui dentro quanto lá fora, é o militarismo, palavra que se explica por si só. Mas muitas mulheres encontram dúvidas ao tentar vestir essa tendência. Então decidi fazer um do e don’t da tendência militar.

Barbara Palvin clicada por Matt Irwin para a Vogue Russia julho 2010

DOs

Ao utilizar um peça militar, seja uma calça cargo em lavagem caqui ou uma jaqueta estruturada, usamos a regra da transparência ao contrário : ao invés de equivalermos a transparência com algo masculino, como uma calça reta para não parecer vulgar, pegamos a peça militar e utilizamos com algo extremamente feminino, como uma blusa rendada, uma saiá lápis, etc, para fazer com que o look não fiquei extremamente pesado ou masculino.


O militarismo não está apenas nas peças de pegada forte, rígida e estruturadas. Está também nos detalhes, ou seja, não desista daquele look apenas pelo fato dele não seguir regras. INCREMENTE, INVENTE, SEJA CRIATIVA!


Essa tendência não se resume ao verde! Tudo bem que com o verde fica bem mais vísivel a sua influência, mas ela funciona tão bem quanto em outras cores. Explore seu guarda-roupa, de seu jeitinho, USE LISTRAS! Se perguntarem diga que eles servem todos para as forças armadas de um jeito ou de outro.


 D’ont

Não saia toda de verde na rua. Jaqueta militar, calça carga e coturno utilizados todos no mesmo look só funciona em editoriais, e nós já entendemos que você pensa que está antenada.


Militarismo não é um limite. Ele tem que ser o limiar entre o masculino e o feminino. Não utilize dele se você quer parecer mais durona para impressionar alguém. A masculinização do guarda-roupa feminino vem sendo utilizada a anos pelas mulheres na políticas, e nem por isso funciona.


E não se esqueça da sutileza. O militarismo pode sim ser encontrado usando uma camisa verde com uma calça bege. Mas se você faz questão de deixar claro sua influência, acrescente alguns bottons e detalhes sutis, não coloque um cinto camuflado, por favor.

As dicas foram poucas, mas sinceras e espero que ajudem, ou pelo menos que elas dêem uma luz na hora de se vestir. Logo mais posto um militarismo para homens.

bygui.

( Fotos via lookbook.nu, style.com, fashiongonerogue.com )

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